Responda sinceramente: quando você mistura todo seu “lixo” naquele saco preto, coloca para fora e o lixeiro leva, para onde seu lixo está indo? Você sabe dizer? Já parou para pensar a respeito? Imagine a hipótese do seu saco de lixo ser levado para um local inadequado, sem tratamento e que polua o meio ambiente. De quem seria a responsabilidade? Do poder público? Só? Se você respondeu “não sei” para a pergunta inicial, perceba que a responsabilidade pode ser sua também. 

Mas vamos lá. Se você mora em Botucatu, a hipótese acima felizmente não traduz nossa realidade. Até 1994, Botucatu depositava seus resíduos sólidos em uma área situada no Bairro Vila Real, era o antigo lixão da Vila Real. A partir daquele ano, todos os resíduos sólidos coletados na área urbana e rural do município passaram a ser destinados para o Aterro Sanitário Municipal, localizado na Rodovia Eduardo Zucari, Km 2,5, área que pertencente à Bacia Hidrográfica do Paranapanema. O aterro possui licença de operação emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB. 

Os dados oficiais brasileiros mostram essa triste realidade de que somente 1% das cidades do país tem alguma ação com compostagem. Ou seja, estamos falando apenas de 56 cidades (arredondando para cima), num total de 5.570 municípios. É pouco. Muito pouco. É triste. Ridículo. Preocupante. Vamos relembrar algumas informações importantes que contamos para vocês nas publicações anteriores:

- O Brasil gera 220 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia;

- Pelo menos metade deste montante é resíduo orgânico, ou seja, 110 mil toneladas;

- Além de ser o resíduo mais abundante, sua destinação correta através da compostagem é fácil, de relativo baixo custo e traz inúmeros benefícios ambientais;

- Além disso tudo, o resíduo orgânico é o único que pode ser reciclado em nossas casas, através de diferentes técnicas de compostagem caseira. 

A compostagem é a reciclagem dos resíduos orgânicos, através da qual estes resíduos são transformados em adubo. É um processo biológico que acelera a decomposição do material orgânico, tendo como produto final o composto orgânico, que é o termo correto para o adubo produzido. A degradação de material orgânico ocorre naturalmente no ambiente. Ou melhor, deveria ocorrer. Infelizmente quase a totalidade dos resíduos orgânicos gerados no Brasil hoje (o que corresponde a mais da metade de todos os resíduos gerado por nós), sofrem o soterramento nos aterros e lixões, impossibilitando sua biodegradação.

Como já explicamos nas publicações anteriores, aquilo que jogamos “fora” pode ser dividido em, basicamente, dois tipos: os rejeitos, que devem ser encaminhados a aterros sanitários por não serem passíveis de reuso ou processo de transformação e os resíduos, que são a porção reaproveitável, mas que não nos servem mais em dado momento. No Brasil, cerca de 80% do que jogamos na lixeira é resíduo e deveria, de acordo com nossa legislação, ser recuperado ou reciclado por algum processo, nem chegando a ser disposto em aterros sanitários. Deste total, algo em torno de 30% é resíduo reciclável seco, onde classificamos os papéis, plásticos, metais e vidros, além de alguns materiais cuja reciclagem ainda é pouco realizada devido a dificuldades técnicas, como os eletrônicos por exemplo. Todo o restante, ou seja, METADE do que jogamos na lixeira, é RESÍDUO ORGÂNICO. 

Nosso país gera resíduos suficiente para encher um estádio de futebol a cada 2 dias! Em média, cada brasileiro gera pouco mais de 1 kg de resíduos por dia. De todo esse resíduo gerado, cerca de 17 mil ton/dia sequer são recolhidas junto aos locais de geração. Há um número considerável de pessoas que não são alcançadas por serviços regulares de coleta porta a porta. Do montante que é recolhido diariamente, 90% é disposto no solo, sem nenhum tipo de reaproveitamento ou reciclagem: em lixões, aterros controlados ou aterros sanitários. 

Mas qual é a diferença entre eles? Que impacto as diferentes formas de destinação dos resíduos geram no meio ambiente e na sociedade? 

A palavra “lixo” vem do latim lix, e significa “cinzas”. De acordo com o dicionário, lixo é “qualquer coisa sem valor ou utilidade gerado pela atividade humana que pode ser eliminado”. Mas... quem define o que tem valor ou utilidade? A resposta para a pergunta “o que é lixo para você?” depende do ponto de vista de cada indivíduo, alguns exemplos são “aquilo que não serve mais”, “aquilo que se joga fora”, “sujeira”, “restos”. Todavia aquilo que pode não servir para um, pode servir para outro e aquilo que é visto de forma negativa para alguns, por outros é vista de forma positiva. Por exemplo, se essa mesma pergunta “o que é lixo para você” for feita a um catador ou uma catadora de materiais recicláveis, as respostas serão bem diferentes, como por exemplo, “meu sustento”, “minha renda” e “meu trabalho”, Independente do ponto de vista, o fato é que tecnicamente “lixo” não existe. Os termos corretos a serem utilizados são “resíduo” e “rejeito”.

O Pacote Coletivo funciona para condomínios residenciais e/ou comerciais. A ideia deste pacote é que quanto mais pessoas estiverem participando, mais barato ele fica! Ou seja, quanto mais residências (ou comércios) de um determinado condomínio aderirem ao Ciclo Limpo, maior poderá ser o desconto. As faixas de preço por quantidade de residências ou comércios são:

- A partir de 5 residências / comércios = R$ 45,00 /mês/unidade,

- A partir de 15 residências / comércios = R$ 40,00 /mês/unidade,

- A partir de 25 residências / comércios = R$ 35,00 /mês/unidade,

- A partir de 50 residências / comércios = a consultar

A compostagem é um processo que transforma resíduos orgânicos em adubo através da ação de microrganismos. Dessa forma, você pode compostar mais de 50% dos seus resíduos, a fração orgânica deles. Os exemplos mais comuns desses resíduos costumam ser restos de frutas, legumes e verduras, mas além destes você ainda pode compostar cascas, grãos e sementes em geral, a borra e o filtro do café e até mesmo o saquinho do chá, a caixa de pizza e o guardanapo de papel. São muitas possibilidades!

Embalagens de papelão, caixas de ovos, rolos de papel higiênico e a caixa da pizza também podem ser compostados juntos com os restos dos alimentos. Tente rasgá-los em pedaços pequenos pra ajudar a acelerar o processo da decomposição. Nossos baldinhos ficarão felizes em recebê-los!